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Uma pequena gigante

frases-imagens-religiosas-facebook-deus-o-senhor-e-meu-pastor         A grandeza de uma pessoa não se mede pelo seu tamanho, creio que não há frase melhor para falar de alguém como ela: minha querida avó e madrinha Gerusa, ou mãe, como era carinhosamente chamada por todos.

São tantas coisas a falar dela, que nem sei por onde começar, é certo que as primeiras memórias remontam aos meus tempos de infância, de casa cheia no Ipsep, de um frondoso pé de jambo, do cheirinho de sopa no fogo ao cair da tarde, do portão sempre aberto e de pessoas entrando e saindo ininterruptamente daquela casinha branca com número 261, na Rua Aderbal de Melo.

Muitos aqui irão se lembrar desses pequenos momentos, e de outros, como quando ela nos levava ao mercado ou à padaria, de onde trazia religiosamente o pão quentinho, e da dificuldade que era para acompanhá-la, daquele tamanhinho, no seu passinho apressado, com as havaianas fazendo “lep-lep-lep-lep” por todo o caminho.

Naqueles idos, vovô Lourival, ou Dedé, ainda estava conosco e formava com ela um casal que faz jus ao ditado de que os opostos se atraem. Ele grandão, ela pequenininha. Ele sério, rígido e ela mansa, meiga. Contrapesos que se equilibraram com perfeição na criação de uma linhagem de filhos e netos.

Vovô partiu primeiro, em 1990, eu ainda era um menino naquela altura, e, como era de se esperar, todos sentimos o baque, mas ela sentiu mais do que nós, afinal metade dela havia se despedido da materialidade terrena, de maneira inesperada, um capricho do destino. Continuar lendo

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Arquivado em Crônicas do GUS, Eu não estava bem

E se eu tiver vontade de chorar?

Desde pequenos nós ouvimos que homem não chora, mas tem momentos em que mesmo o mais bravo de todos, sucumbe à emoção e verte lágrimas.

Mas eu não quero chorar, pelo menos não de tristeza, pois sei que por mais difícil que seja perder alguém que amamos, isso faz parte do curso natural da nossa existência terrena, e todos partiremos um dia.

E assim a vida levou nossa querida Dalva, que nos deixou e subiu aos céus, onde é seu lugar de direito, como toda estrela. E o que falar dela? São tantas lembranças boas, que nem sei por onde começar.

Cada um de nós tem guardada na memória a Dalva que amou por tudo que ela foi e continuará sendo em nossos corações. Guerreira, mulher à frente do seu tempo, nunca se intimidou diante das asperezas da vida e criou filhos, noras, genros, netos, bisnetos e agregados em geral com tudo de melhor que se pode esperar de uma mãe exemplar. Continuar lendo

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Um trimestre já se foi

Hoje é um dia especial, completamos 3 meses de missão aqui no Timor Leste. Bom, na verdade, se contarmos da data em que partimos do Brasil, o correto seria dia 05 de agosto, mas, segundo os registros oficiais da ONU, iniciamos a missão em 08 de maio de 2009.

Um quarto da jornada se passou. Sei que muitos dizem que, depois que a gente se acostuma, o tempo voa. Pois vou dizer: se voa, é na velocidade de uma tartaruga com asas de galinha. Para mim, os dias duram uma eternidade (infelizmente, com as noites, a coisa é o oposto, sempre acordo com aquela impressão de que poderia dormir um pouco mais…). Tudo bem, 25% já passou, só que ainda faltam 75%. Continuar lendo

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