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Me engana que eu gosto

Assim também é demais! Já não sei no quê acreditar, acabei de ler a notícia de que a Danone vai mudar a propaganda de dois de seus iogurtes mais vendidos: Activia e Actimel, pois segundo a Autoridade Européia de Saúde Alimentar, eles não são tão milagrosos assim quando o assunto é garantir uma viagem regular, tranquila e aliviadora ao banheiro.

Olha, embora eu não seja exatamente o tipo de pessoa que tem problemas com as visitas cotidianas ao vaso sanitário, confesso que havia sido convencido pela credibilidade do comercial, com todas aquelas explicações científicas e gráficos demonstrativos, e, se por acaso eu precisasse de uma forcinha na hora de “fazer força”, com certeza toparia o desafio dos 14 Activias, mesmo porque eu não teria nada a perder, como a moça diz na propaganda: se eu não conseguir err… bom… vocês sabem… recebo meu dinheiro de volta.

A publicidade, em especial a televisiva, nos expõe a um universo de coisas imprescindíveis e maravilhosas que, se até ontem nem sequer dávamos conta da sua existência, hoje temos a plena certeza de que não vivemos mais sem elas. Continuar lendo

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Vote em mim e não se arrependa

Antes de qualquer coisa, vou dizer com sinceridade: cansei de trabalhar e agora eu quero ser político! Vou aproveitar que 2010 é ano de eleições e me aventurarei na carreira de homem público, um emissário do povo, mas, obviamente, seguindo os padrões em vigor e me preocupando primeiramente com o povo lá de casa.

Minha plataforma política será bem simples e pautada em algo inédito na história de nossa Nação e que será a chave do sucesso da minha campanha: verdade e sinceridade. Não cumprimentarei inimigos, não apoiarei o que eu não concordo, não abraçarei na rua gente suada e fedorenta, não comerei comidas que eu não gosto em casa de quem eu não conheço, não prometerei o que eu não puder cumprir, melhor dizendo, não prometerei quase nada, não venderei minha alma ao diabo por nenhuma coligação e, principalmente, trabalharei apenas de terça a quinta e roubarei só o de praxe.

Pretendo ainda colocar em meu gabinete, ou no de qualquer outro colega de profissão, por causa da tal da Lei do Nepotismo, todos os meus parentes, amigos e agregados. É óbvio que eu preciso de uma equipe boa e confiável para o trabalho, e quem seria mais confiável do que as pessoas que sempre estiveram ao meu lado? Não sei se é verdade, mas já ouvi falar do caso de pessoas que preferiram confiar nos colegas de partido e quase se deram mal, só não foram punidos porque conseguiram provar que “não sabiam de nada…”. Bom, eu não quero arriscar… Continuar lendo

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Só acredito vendo!

Como diria o São Tomé: tem coisas em que eu só acredito vendo, e uma delas era político preso no Brasil por suspeita de corrupção. Qual não foi a minha surpresa ao ler as manchetes na internet um dia desses? O ex-governador do Distrito Federal estava preso na sede da PF por suspeita de estar encabeçando um esquema de corrupção, com direito a Habeas Corpus negado e tudo o mais.

Tá certo que estamos em ano de eleições e as manobras políticas para derrubar adversários podem chegar a assumir níveis inacreditáveis, mas tudo tem limite! E tenho que admitir: mesmo tendo esperado umas boas décadas para ver tal coisa acontecendo, me assustei, pensei que isso era um sinal do fim dos tempos, acho que o coração do brasileiro honesto e cumpridor dos seus deveres não está preparado para ouvir uma notícia como essa, assim, de supetão. Continuar lendo

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Um reino de faz-de-conta

Era uma vez um reino que se instalou num planalto bem no centro de um apanhado de terras muito bonitas e cheias de riquezas. Desse lugar, as pessoas que lá chegaram, decidiram que deveriam governar e ser senhores de tudo e a coisa desandou de vez.

Como todo reino, os monarcas e demais nobres são escolhidos pela voz de Deus (que, segundo a sabedoria popular, é a voz do povo) e perpetuados pelos laços de hereditariedade.

Para cair no gosto de Deus, ou melhor, do povo, eles prometem das profundezas da Terra, de onde creio que boa partes deles saiu, até o último andar do firmamento, o lugar que todos eles juram que merecem. Mas é uma verdadeira pena que, entre o dizer e o fazer, exista uma distância tão grande quanto a que separa o inferno do céu. Continuar lendo

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