Arquivo da categoria: Meus pensamentos

Aqui eu tento descrever como eu enxergo as coisas.

Aos Heróis,

Há cerca de dezessete anos, quando eu decidi entrar para a Polícia Militar, meu pai tentou me subornar para que eu não o fizesse. Não queria que eu entrasse para a mesma corporação da qual ele fez parte por 30 anos.

Fingindo ter aceito a proposta, pedi-lhe algum dinheiro adiantado, fui correndo para o banco (na época, Bandepe) e fiz a minha inscrição. Alguns meses mais tarde eu estava me apresentando em Paudalho para iniciar os três anos mais longos da minha vida e que marcavam apenas o início da minha jornada.

O fato de meu pai não querer que eu me tornasse policial militar nada tinha a ver com descrédito na instituição, mas, por ter se dedicado pelo que hoje representa a metade de sua vida, a uma profissão tão nobre e, ao mesmo tempo, inglória, ele não queria o mesmo destino para mim. Só que todos vocês sabem o que é adolescente, né? Eu não estava nem aí para os conselhos dele, segui meu coração, minha vocação e hoje sou policial militar, com muito orgulho. Continuar lendo

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(Interlúdio) Quantas cores tem o arco-íris?

Abel Brito Chaves. Nasceu predestinado a viver sob regras. Tudo precisava ser certinho e equilibrado. Até mesmo seu nome, escolhido cuidadosamente: três palavras, iniciadas com A, B e C, tal e qual o alfabeto, e organizadas em conjuntos de letras numa progressão aritmética de razão 1 (4, 5 e 6).

Desde pequeno, só usava tons sóbrios nas roupas, sempre combinando. Mamadeiras com horas marcadas, 200ml, nem uma gotinha a mais, não adiantava espernear.

Estudou em colégio de freiras e depois em uma escola militar. Nunca levou sequer uma reclamação por estar com o uniforme em desalinho ou com as botas mal polidas. Aliás, sofria mais nas mãos dos colegas de turma que eram obrigados a seguir seu exemplo, como gritava o Tenente na revista matinal: “- Todos os coturnos devem estar polidos e brilhando como o do Cadete Brito! Quero ver meu rosto refletido neles!”. Continuar lendo

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Eu tenho orgulho sim, e daí?

Tenho orgulho de dizer que sou brasileiro, mesmo diante da quantidade de bandalheiras que são noticiadas diariamente e de ter a consciência de que recursos para melhorar a vida do povo existem, o que não há é boa vontade. Mas sei que embora isso afete a maioria da população, apenas uma minoria é responsável. E é isso que vale, não perder-se o todo pela parte.

Tenho orgulho de ser nordestino, mesmo sabendo que nossa região, embora rodeada por um mar de infindável beleza, sofre, antagonicamente, com a falta d’água e recursos e que meu povo sente sede e fome. Mas sei que isso o torna forte, e serve de exemplo para o resto do país que, por vezes, vive a desperdiçar o que o nordestino nem tem. E aí, a parte dá exemplo ao todo. Continuar lendo

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