Arquivo da categoria: Crônicas do GUS

Gus é meu alterego, não levem muito a sério as maluquices nem as críticas que ele escreve.

FAZ CARA DE PAISAGEM, QUE VAI DAR CERTO

Paisagem 2            Verdade seja dita: tá pra nascer o dia em que uma viagem minha vai acontecer sem que passemos por fortes emoções. Obviamente que a mais recente não poderia ter sido diferente.

Bom, antes de contar o episódio, é importante fazer um prelúdio, relatando um fato anterior, mais pra frente vocês entenderão o porquê.

Numa das vezes em que fomos ao Maranhão, para o casamento de um primo e uma prima, houve a maior confusão no check-in, pois, ao chegarmos ao balcão (eu, minha esposa e os dois pequenos), o atendente solicitou as certidões de nascimento. Prontamente entregamos cópias, autenticadas e devidamente emplastificadas, o que todo mundo sabe que tem, para nós, validade indiscutível.

Pois bem, o distinto senhor, acho que por ter tido que acordar muito cedo para estar ali, já que o voo era em tarifa promocional e naqueles horários do bacurau, bateu o pé e disse que não embarcaríamos, já que, para ele, contrariando o senso comum, as xerox de nada valiam, ele queria mesmo eram as originais. Continuar lendo

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Uma pequena gigante

frases-imagens-religiosas-facebook-deus-o-senhor-e-meu-pastor         A grandeza de uma pessoa não se mede pelo seu tamanho, creio que não há frase melhor para falar de alguém como ela: minha querida avó e madrinha Gerusa, ou mãe, como era carinhosamente chamada por todos.

São tantas coisas a falar dela, que nem sei por onde começar, é certo que as primeiras memórias remontam aos meus tempos de infância, de casa cheia no Ipsep, de um frondoso pé de jambo, do cheirinho de sopa no fogo ao cair da tarde, do portão sempre aberto e de pessoas entrando e saindo ininterruptamente daquela casinha branca com número 261, na Rua Aderbal de Melo.

Muitos aqui irão se lembrar desses pequenos momentos, e de outros, como quando ela nos levava ao mercado ou à padaria, de onde trazia religiosamente o pão quentinho, e da dificuldade que era para acompanhá-la, daquele tamanhinho, no seu passinho apressado, com as havaianas fazendo “lep-lep-lep-lep” por todo o caminho.

Naqueles idos, vovô Lourival, ou Dedé, ainda estava conosco e formava com ela um casal que faz jus ao ditado de que os opostos se atraem. Ele grandão, ela pequenininha. Ele sério, rígido e ela mansa, meiga. Contrapesos que se equilibraram com perfeição na criação de uma linhagem de filhos e netos.

Vovô partiu primeiro, em 1990, eu ainda era um menino naquela altura, e, como era de se esperar, todos sentimos o baque, mas ela sentiu mais do que nós, afinal metade dela havia se despedido da materialidade terrena, de maneira inesperada, um capricho do destino. Continuar lendo

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Arquivado em Crônicas do GUS, Eu não estava bem

E haja saco!

saco do porco espinhoNão sei, mas a cada dia que passa, com a enxurrada de charlatães e um-sete-uns que têm aparecido vendendo ilusões com essas pirâmides, só tendo um saco gigantesco e inacreditavelmente elástico para aguentar.

Eu ouvi, e vocês também já ouviram, alguém comentando por aí que “já fomos mais inteligentes”, e isso nunca foi tão verdadeiro como agora.

As pessoas, numa sanha inexplicável de enricar sem trabalhar, se iludem com promessas de lucros deslumbrantes e entregam o fruto de seu suor para picaretas de boa lábia, que os convencem ser aquele o cavalo selado de suas vidas. Na boa, é igualzinho ao bom e velho jogo do “essa perde, essa ganha”, que leva embora o dinheiro de muita gente achando que vai ter a mesma sorte do “tapia¹”.

Pessoal, sejam realistas, se esses investimentos fossem mesmo tão rentáveis, vocês acham que as empresas de produtos revolucionários procurariam vocês para investir de trocado em trocado, ou partiriam logo para um grupo de empresários no naipe de um Eike Batista, e que dariam, numa passada de caneta, todo o aporte indispensável para fazer o negócio funcionar? Continuar lendo

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É memis? Cacildis!

Eu não sei se o errado sou eu ou os outros, mas sabe quando a gente tem a impressão de estar vivendo numa época errada? Por mais clichê que possa parecer, eu começo a sentir isso.

O Mundo de hoje anda tão inundado do “politicamente correto”, que estamos tirando toda a graça de viver, afinal tudo hoje é bullying, ou é preconceituoso, ou prejudicial à saúde ou engorda.

Sei não, mas sou do tempo em que vivíamos sem saber da existência de nada disso e éramos muito mais felizes.

Na escola eu era o patinho feio da turma, muitas das vezes excluído das algazarras e brincadeiras, e quando resolviam me incluir, era sempre para me lascar e/ou levar a culpa. Nem por isso eu cresci complexado, não me afundei nas drogas e tampouco gastei dinheiro com terapia. Continuar lendo

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Pensando dentro da caixa

Atire a primeira pedra se você nunca olhou para uma comida e disse que não gostava, sem sequer ter provado. Ou se você nunca olhou para alguém e achou que “o Santo não batia”.

Pois é, por mais que a gente não queira admitir, nós, enquanto seres humanos, somos geneticamente condicionados a “pensar dentro da caixa”, usando um termo da moda para definir as limitações de alcance do nosso pensamento. Eu, como ser humano e falho, também tenho as minhas limitações, e uma delas ficou bastante evidente para mim nesses últimos dias. Logo eu, que sempre me achei uma pessoa de mente aberta e sem preconceitos, estive diante de uma situação que me fez perceber que não sou tão evoluído quanto eu pensava.

O caso é que fui designado para participar de um Curso de Tiro e, chegando ao stand onde ocorreriam as aulas, fomos recepcionados por uma equipe de instrutores da Polícia Civil. Meus dois neurônios de estimação: “Tico e Teco”, surtaram na hora e então entrei no processo de “visão de túnel”. Continuar lendo

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Não, eu não tenho um iPhone

Bom, depois de um tempão sem escrever nada, resolvi aproveitar que as provas da faculdade não conseguiram tirar por completo a minha sanidade e colocar no papel algumas coisas que me passam pela cabeça toda vez que eu vejo as pessoas endeusando os aplicativos e aparelhos da famosa empresa da maçã mordida.

O que mais me irritou foi quando, recentemente, o aplicativo instagr.am foi liberado para a plataforma Android e um punhado de brilhantes idiotas resolveu disseminar um comentário de que isso seria uma orkutização do programa, menosprezando o intelecto daqueles que não vendem as suas almas (ou mesmo partes do corpo, como já foi o caso lá na China) para ter o gadget da moda.

Ora, não é novidade para ninguém que a Apple produz aparelhos lindos, mimosos e de excelente qualidade, mas é preciso ter em mente que existe vida do lado de fora da caverna, que o Mundo não se resume às sombras que são projetadas ali dentro pelos herdeiros de Steve Jobs. Continuar lendo

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E se eu tiver vontade de chorar?

Desde pequenos nós ouvimos que homem não chora, mas tem momentos em que mesmo o mais bravo de todos, sucumbe à emoção e verte lágrimas.

Mas eu não quero chorar, pelo menos não de tristeza, pois sei que por mais difícil que seja perder alguém que amamos, isso faz parte do curso natural da nossa existência terrena, e todos partiremos um dia.

E assim a vida levou nossa querida Dalva, que nos deixou e subiu aos céus, onde é seu lugar de direito, como toda estrela. E o que falar dela? São tantas lembranças boas, que nem sei por onde começar.

Cada um de nós tem guardada na memória a Dalva que amou por tudo que ela foi e continuará sendo em nossos corações. Guerreira, mulher à frente do seu tempo, nunca se intimidou diante das asperezas da vida e criou filhos, noras, genros, netos, bisnetos e agregados em geral com tudo de melhor que se pode esperar de uma mãe exemplar. Continuar lendo

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