Eu e meu outro Eu

Meu nome verdadeiro é Augusto, o GUS é a minha identidade secreta, um personagem que está acima do meu superego e, com isso, consegue dizer tudo que pensa, independentemente do que as pessoas possam achar.

Nasci no ano do Dragão (1976), numa segunda-feira de carnaval. Quando eu era pequeno, nunca fui muito fã de leitura, gostava mesmo era de brincar e jogar vídeo game. Naquelas provas sobre livros paradidáticos na Escola, eu só lia o primeiro e o último capítulos do livro e deduzia o enrendo (nunca vou me esqueer de “O caso da Borboleta Atíria – Ed. Vagalume”), minha sorte é que dava certo.

Depois de crescido, sob a influência de um grande amigo, peguei gosto por ler. Hoje em dia é muito difícil eu não ter algum livro por perto. Sou casado e pai de dois filhos que, ainda bem, já gostam da leitura desde cedo.

Em 1994 eu decidi seguir os passos de meu pai e entrei na Polícia Militar de Pernambuco, em 2007 cheguei ao posto de Capitão. Hoje estou no Timor Leste, em Missão de Paz da ONU, e devo permanecer por aqui até meados de 2010.

Além de toda a distância, a falta das pessoas queridas e daquela rotina de casa (até mesmo da vizinha chata que reclamava do latido dos cachorros) podem te deixar em parafuso. Por sorte, um colega de Missão me sugeriu, ao mostrar alguns de seus textos, que eu começasse a escrever. Minha primeira crônica (se é que posso chamá-las assim), saiu no dia 02/06/09 e não parei mais, realmente é uma ótima higiene mental.

Assim, obrigado aos que me incentivaram a continuar (seja honesta ou ironicamente…), e sejam bem vindos ao meu depósito online de todas as bobagens que me passam pela cabeça.

Do Timor, com carinho

Augusto e GUS

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20 Respostas para “Eu e meu outro Eu

  1. Philipe Jardelino

    Amigo Augusto,

    Senti falta de vc ter citado na sua rápida biografia e em suas crônicas, alguma coisa sobre sua experiência no IGE.

    Acho que seria uma excelente matéria para encartarmos no Jornal do Rotary, que pretendo ainda ver um dia editado.

    Abraço fraternal,

    PH

    • Augusto Vilaça

      Prezado Philipe, nunca esqueci ou esquecerei da experiência que me foi o IGE. Sempre que posso, menciono por aqui e encorajo as pessoas a conhecerem. Quanto a, até agora, não ter escrito nada sobre isso, especificamente, é porque me dedicava mais ao cotidano que estou vivendo e que, vez por outra, me trazia alguma lembrança passada. Prometo que produzirei algo sobre o assunto e te enviarei assim que estiver pronto. Obrigado pela visita.
      Do Timor, com carinho.

      • Caro Vilaça,
        O processo de seleção do IGE para 2011 já está iniciado. O programa será na Austria (alemão ou inglês fluente). Por favor sugira algum nome de aldeia para participar da seleção e dê meu e-mail de contato.
        Abraço fraternal,
        PH

  2. Dalva Regina Alves Teixeira

    Amigo Vilaça! Já sei de quem se trata o incentivo a LEITURA. Eu tam bém como você não gostava de ler,Hoje tenho livros ao meu lado o tempo Inteiro. Em 1998 incentivada pelo Becker iniciei escrever um livro de memórias. Iniciei com todas as regras escrevi um pouco e larguei de mão, me divorciei, criei e cuidei de meus filhos na escola. Hoje estudam no Rio Grande do Sul na Escola da URI, estudam com intercambistas indianos e ingleses. Há alguns dias atrás voltei a rever o que já tinha escrito e percebi que a ” mobilidade humana” é mais forte em mim do que eu imaginava
    De uns dois anos para cá venho desenvolvendo uma pesquisa sobre a minha própria mobilidade. O Becker foi sempre o meu maior incentivador. Tenho um texto na parte introdutória dos meus manuscritos em que cito o nome dele e , você está de parabéns por ter um colega tão competente nessa área e que te dá forças da melhor maneira ao corrigir os teus textos. Da mesma maneira fiquei muito feliz por isso. Da mesma forma meu carinho a você e ao Becker. De Balsas MA. Dalva Regina

    • Augusto Vilaça

      Na realidade, comecei a ler compulsivamente através de outro amigo, com quem morei uns tempos. Hoje eu não me vejo sem estar lendo um livro. O Becker me incentivou a começar a escrever e deu no que deu, também sou agradecido a ele por isso, e a todos vocês por lerem o que eu escrevo.
      Do Timor, com carinho.

  3. Dalva Regina

    Não importa o que você lê. Ler é poder segundo um renomado professor espanhol. Desde os livros mais técnicos aos de autoajuda, leio tudo que me interessa. Com a leitura das tuas crônicas, fui a uma livraria show que tem aqui e para minha surpresa encontrei um livro com o título de ” O mapa do Mundo” em que dissertam crônicas críticas sobre a leitura do mundo atual. Já li, estou relendo e fazendo os comentários com minhas colegas. Concluí que nossos alunos são vazios e sem palavras para se quer fazer uma homenagem de aniversário aos seus próprios colegas. E eu sou testemunha disso, porque apesar de possuirem um script não lêem. A leitura obrigatória e forçosa nos incorre a vários riscos que os dá ao invés de sabores extremos dissabores e mais ainda, problemas de ordem emocional. De Balsas -Ma Com carinho Dalva Regina

    • Augusto Vilaça

      Também concordo que o importante é ler. Leio outdoors, leio panfleto de farmácia e leio até rótulo de shampoo quando estou no banheiro. Quanto ao livro de crônicas, quem sabe, num breve futuro, você não esteja lendo um de autoria deste seu novo amigo? Penso realmente em publicá-lo.
      Do Timor, com carinho.

      • Dalva Regina

        Olha, hoje tive fazendo uma breve reflexão do que já li e, me veio a mente desde os três primeiros que li.O único lugar que não gosto de ler é no banheiro, só leio o que é estritamente necessário. Gosto muito de Filosofia, Aristóteles por excelência e vários outros de antes e depois de Cristo, dentre eles Lao Tsé, Safo de Lesbos e Confúcio. Leio tudo que me chama atenção,de revistas a livros técnicos e educativos, gastronomia e Educação alimentar. Não conumo nada antes de ler as composições químicas e tabelas nutricionais e sem dúvida todos os de autajuda que consigo . Com certeza lerei com prazer e alegria o seu livro! Aproveita! Pode mandar.Quando publicares me avisa,compro,mas quero autografado. Estou envolvida em dois trabalhos que deverão ser publicados. Da mesma forma conto com você e com seu colega. Tento ser breve mas não consigo. Peço desculpas por tamanho texto escrito.Do Maranhão com carinho Dalva Regina

        • Augusto Vilaça

          Ler é uma atividade viciante, especialmente quando não é cercada de obrigações, quando a gente lê porque gosta, porque quer e pronto.
          Como diz uma musiquinha que minha filha aprendeu na escola:

          “O livro é uma beleza
          Uma caixa mágica
          Só de surpresas
          O livro parece mudo
          Mas nele a gente
          Descobre tudo

          O livro tem asas
          Lisas e leves
          Que de repente
          Levam a gente
          Longe, longe, longe…”

          Quanto aos livros, o meu e os seus, o acordo está feito.
          Do Timor, com carinho.

  4. Dalva Regina

    Lindo! Perfeito e carinhoso. Não tenho dúvida que sua filha será também uma grande leitora. Augusto Manguel tem razão “Ler é Poder”! É inquestionável a magia, a beleza e a viagem…tudo. De acordo feito, brincaremo de fazer Literatura! Com certeza te veremos no Jô lançando as suas tão admiráveis, motivadoras e inteligentes crônicas. Rs rs rs rs… Dá um toque no Blog quando isso acontecer.Ok?
    Do Maranhão com carinho
    Dalva Regina

    • Augusto Vilaça

      Tive a sorte de ter dois filhos lindos e inteligentes. O mais velho vive me surpreendendo e a menor não fica pra trás.
      Melhor ainda é que estamos conseguindo incutir neles o gosto pela leitura desde cedo. Acho que é a mais rica herança que podemos deixar-lhes.
      O conhecimento vale muito mais que o vil metal.
      Obrigado pela visita.
      Do Timor, com carinho.

    • Augusto Vilaça

      P.S.: Se um dia acontecer de eu ser descoberto, seja pelo Jô soares ou pelo Chico Gogó (locutor da rádio difusora de uma cidadezinha do interior de pernambuco, com o programa indo ao ar das 2 às 4 da manhã), pode deixar que eu farei o maior alarde, quero todos assistindo! eheheheheh

      • Dalva Regina

        Tenho certeza que sua esposa também é parte dessa dessa linda tarefa de incutir junto com você o hábito de ler nos seus filhos que, somado dá nessa imensa alegria. Um soldado sozinho dificilmente vence a batalha. A influência através da observação e a própria leitura que fazemos aos nossos filhos é a forma mais extraordinária que conheço de despertar espontâneamente nas crianças o hábito da leitura. Meus filhos estão ainda em faze de solidificação do hábito de ler, mas teem me surpreendido presenteando-me com livros que gosto. Do Maranhão com carinho

        Dalva Regina

    • Augusto Vilaça

      Pois é, em casa fuinciona o trabalho em conjunto e tem dado resultado. Meus pais me ensinaram que o conhecimento é o maior patrimônio que podemos deixar para os nossos filhos.

      Dinheiro, imóveis, ações, tudo isso pode se perder ou acabar, mas o conhecimento vai estar sempre lá.

      Pelo que você tem passado através de seus comentários no BLOG, tenho a certeza de que tem feito um excelente papel com os seus rebentos.

      Espero conseguir manter o esforço em casa.

      Obrigado pela visita.

      Do Timor, com carinho.

  5. Dalva Regina

    É, realmente tem sido um desafio sub sequente ao outro. Nada para. Uma pessoa na minha condição sou exposta a todo tipo de estresse,
    desequilíbrio…, mas tenho segurado a onda. Aprendi a me preparar para os desafios. Como dizia Cazuza:” o tempo não para!” Estou terminando de reorganizar a casa, que está tudo ficando lindo com a nossa cara e, como não gostamos de comer fora, nosso esforço é grande diante de todas as situações do dia a dia. Gostamos de fazer as coisas juntos, refeições, assistir documentários na tv onde todos somos sempre muito interessados.!Não que tudo sejam flores. Não é fácil ser difícil!
    Minha filha mais velha reclamava de meus termos difíceis, mas
    acabava cedendo e buscando os mesmos no dicionário até que aprendeu. O legal é que somos ums família musical, nossos momentos de lazer graças a DEUS são maravilhosos. Nos divertimos muito. Espero continuar conseguindo tocar o barco da melhor forma. E vem mais desafio por aí, quero melhorar substancialmente o meu Inglês na Inglaterra na casa de uma amiga em Londres. My English is very slow… Obrigada pelo reconhecimento e percepção de nossos valores. Até mais. Do Maranhão com carinho.Dalva Regina

  6. Prezado Gus,
    Eu não sou um grande leitor mas gosto de escrever. Esse negócio de blog está me ajudando a me livrar um pouco da TV . O problema, para os outros, é que estou escrevendo mais.
    O seu blog e as suas crônicas são muito interessantes. Acho o estilo legal. Vc tem jeito pra coisa e parece ter fôlego também. Continue lendo e escrevendo. Que você faça um ótimo trabalho por aí também.
    Saudações Cariocas

    • Augusto Vilaça

      A leitura é um hábito muito saudável, pena que eu tenha descoberto um pouco tarde (se bem que nunca é tarde demais…), pois talvez tivesse aproveitado um pouco mais, especialmente na infância e adolescência.

      Comecei a escrever por acaso, como uma ocupação para a mente ociosa e para tentar manter a mente sã e focada em metas e objetivos a serem cumpridos. Mas, ao que parece, me viciei na coisa e não consegui parar mais, e deu no que deu.

      Gosto de comentar as coisas que me rodeiam, mesmo de longe. Relatar “causos” que aconteceram (ou não, vocês nunca irão saber ao certo) comigo e que podem acontecer com qualquer um de vocês. Acho importante essa identificação com o que estamos lendo e poder se visualizar no texto torna a coisa mais atraente.

      Meu estilo é uma espécie de molho chinês daquele vermelhinho, sabe qual é, né? Agridoce, sempre com humor e pitadas de sarcasmo para temperar direito. Sou assim no meu cotidiano, mas, egocentrismo à parte, acho que sou uma pessoa legal.

      No mais, a única coisa que eu posso te dizer é: siga em frente e continue escrevendo, mas não faça a coisa por obrigação, como eu pensava no início e queria escrever uma crônica por dia. Faça pelo simples prazer de fazer e os frutos disso serão muito mais doces para você e para quem os lê.

      Vou ficando por aqui, fazendo meus trabalhos cotidianos e escrevendo quando dá vontade. Obrigado pela visita e pelo comentário e não deixe de aparecer e de divulgar, se achar que sou merecedor, afinal os leitores são a razão dos textos dos escritores e vocês são a razão de existência deste Blog.

      Grande abraço,

      Do Timor, com carinho.

  7. Prezado Gus,
    Permita-me achar que a gente escreve com um estilo parecido. Tipo morde e assopra ou molho chinês como vc disse. A sua resposta ao meu comentário eu podia até assinar em baixo. Dá uma lida nos causos, contos ou crônicas (sei lá o que são ) do blog Cariocadorio. Vê se não é parecido e comente se der tempo.
    Abraços cariocas

  8. BECKER

    Não existe nada de meritório em se incentivar um talento latente. Portanto não tenho créditos pelo que não criei. Augusto sempre demonstrou sagacidade e tirocínio desde que nos conhecemos na MISSÃO de PAZ. Fazer alguém assim parar de falar foi tarefa difícil(hahahah), contudo, fazê-lo colocar no papel e socializar seu bom humor, talvez tenha sido minha realização em 2009. Concordem comigo, se o talento já existia, para coçar e escrever, bastou, unicamente, começar…
    Abraço

    • Augusto Vilaça

      Mas um empurrãozinho acaba por ser essencial. De qualquer forma, agradeço a ideia e espero não decepcioná-lo nem aos demais que leem meus textos. Mas admito que tenho certa facilidade mesmo em falar besteira, e colocá-las no papel não foi um grande esforço.

      Obrigado pelo comentário,

      Do Timor, com carinho.

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