Não, eu não tenho um iPhone

Bom, depois de um tempão sem escrever nada, resolvi aproveitar que as provas da faculdade não conseguiram tirar por completo a minha sanidade e colocar no papel algumas coisas que me passam pela cabeça toda vez que eu vejo as pessoas endeusando os aplicativos e aparelhos da famosa empresa da maçã mordida.

O que mais me irritou foi quando, recentemente, o aplicativo instagr.am foi liberado para a plataforma Android e um punhado de brilhantes idiotas resolveu disseminar um comentário de que isso seria uma orkutização do programa, menosprezando o intelecto daqueles que não vendem as suas almas (ou mesmo partes do corpo, como já foi o caso lá na China) para ter o gadget da moda.

Ora, não é novidade para ninguém que a Apple produz aparelhos lindos, mimosos e de excelente qualidade, mas é preciso ter em mente que existe vida do lado de fora da caverna, que o Mundo não se resume às sombras que são projetadas ali dentro pelos herdeiros de Steve Jobs.

Na contramão de tanto fanatismo, o Android tem se mostrado uma alternativa confiável, cheia de funcionalidades e bem mais democrática do que os iOS da vida, e é utilizado em escala cada vez maior, tanto que um zé qualquer, chamado Steve Wozniak, chegou a admitir que, embora sendo o bã-bã-bã da Apple, usa smartphone Android, pois lhe dá funcionalidades que o seu lindo e bem acabado iPhone não consegue. (Para os que acham que eu estou mentido, leiam aqui)

O pior de tudo é que as pessoas que se acham “in”, cultuam uma idolatria cega por iPhones e iPads, como se fossem a coisa mais preciosa de todas e que não existissem outras opções. Parcelam a compra em milhares de prestações e deixam de comprar coisas de mais necessidade para poder se exibir com o mimo tecnológico.

Não, eu não tenho um iPhone, e embora eu não diga que nunca terei um, ele é algo que hoje não faz parte dos meus planos, sou usuário do Android (tanto no smartphone quanto no tablet) e não tenho do que reclamar.

Imagem

Voltando ao caso do instagr.am, ao invés de imaginar que seria uma popularização desmedida do aplicativo originalmente desenhado para o iPhone, prefiro crer que é, na verdade, a clara demonstração de que os desenvolvedores estão mais atentos às mudanças no mercado do que os Apple-fanboys de plantão. E como resposta a um comentário que ouvi de que com o instagr.am do Android teríamos uma enxurrada de fotos de “paredes mofadas” sendo publicadas, resolvi entrar na onda e dar a minha contribuição, olha como ficou lindo:

É meus amigos, como diria o Robin: “Santa paciência, Batman!”.

Recife-PE, 09/04/12

Augusto Vilaça.

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6 Comentários

Arquivado em Crônicas do GUS

6 Respostas para “Não, eu não tenho um iPhone

  1. Flavinha Marques

    Mesmo sendo fã do iPhone preciso concordar com você. Esse fanatismo em torno da Apple é um sacooo! É muita gente fresca nesse mundo. Massa o texto. Bjo.

    • Augusto Vilaça

      Flavitcha, acho que fiquei com inveja dos teus textos (aliás do espaço para publicá-los, eheheh)… Mas é um saco mesmo ter que aturar esses fanboys de visão limitada e que, com a licença da comparação religiosa, acreditam que só o caminho que eles seguem levará à salvação.

      Valeu a visita e o comentário, bj.

  2. Frank

    Vou logo dizendo, preço por preço os tablets da Samsung com o Android então no mesmo preço, senão até mais caros que o ipad. Agora como você sabe, costume é foda e já sou usuário fiel do IOS, afinal, nunca reclamei de vc ser tricolor.

    • Augusto Vilaça

      Meu nobre Frank, voc est enganado quanto aos preos, faa uma pesquisa. Se bem que o cerne da questo nem esse, o fato de comprarem um gadget pelo status, no pelas funcionalidades, e em nome do estilo e de se sentir por dentro da onda, engolem tudo como lindo e maravilhoso, exatamente a parbola da caverna… Seu que ambos possuem prs e contras, na minha viso o Android me atende melhor, mas nem por isso eu endemonio o iPhone, e acharia lindo que a recproca fosse verdadeira.

      Valeu a visita.

  3. Wescley Patrick

    Cara… ótimo post… gostei de “menosprezando o intelecto daqueles que não vendem as suas almas (ou mesmo partes do corpo, como já foi o caso lá na China) para ter o gadget da moda.” Sem sombra de dúvidas que o I… (ai) alguma coisa, é fabricado com qualidade, bonitinho, e tudo mais, mas ficar bitolado, fanático? aí tbem já é demais. Na realidade que utiliza esses mimos, mal entende de tecnologia, a palavra é MODA mesmo… então foda-se a MODA.

    • Augusto Vilaça

      Essa é a questão, não que o iPhone ou qualquer outro “i” não preste, muito pelo contrário, tem excelentes funcionalidades, contudo, atualmente, o Android me serve muito mais, nem por isso eu tento fazer lavagem cerebral nos adoradores da Grande Maçã, por outro lado, também não aceito que tentem fazer o mesmo comigo.
      Aceitar as diferenças, essa é a tônica, o que não dá é ficar esse elitismo desmedido por parte de alguns.
      Agora, verdade seja dita, o que seria dos Mac-maníacos sem a google? Não teriam GMail, Google Maps, Google Search, Picasa… e por aí vai. Será que o Mundo gira mesmo em torno de um Apple qualquer?
      Abraço, e obrigado pela visita e pelo comentário.

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