Arquivo do mês: março 2010

Vote em mim e não se arrependa

Antes de qualquer coisa, vou dizer com sinceridade: cansei de trabalhar e agora eu quero ser político! Vou aproveitar que 2010 é ano de eleições e me aventurarei na carreira de homem público, um emissário do povo, mas, obviamente, seguindo os padrões em vigor e me preocupando primeiramente com o povo lá de casa.

Minha plataforma política será bem simples e pautada em algo inédito na história de nossa Nação e que será a chave do sucesso da minha campanha: verdade e sinceridade. Não cumprimentarei inimigos, não apoiarei o que eu não concordo, não abraçarei na rua gente suada e fedorenta, não comerei comidas que eu não gosto em casa de quem eu não conheço, não prometerei o que eu não puder cumprir, melhor dizendo, não prometerei quase nada, não venderei minha alma ao diabo por nenhuma coligação e, principalmente, trabalharei apenas de terça a quinta e roubarei só o de praxe.

Pretendo ainda colocar em meu gabinete, ou no de qualquer outro colega de profissão, por causa da tal da Lei do Nepotismo, todos os meus parentes, amigos e agregados. É óbvio que eu preciso de uma equipe boa e confiável para o trabalho, e quem seria mais confiável do que as pessoas que sempre estiveram ao meu lado? Não sei se é verdade, mas já ouvi falar do caso de pessoas que preferiram confiar nos colegas de partido e quase se deram mal, só não foram punidos porque conseguiram provar que “não sabiam de nada…”. Bom, eu não quero arriscar… Continuar lendo

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Eu e as redes sociais da internet

Quem me conhece já sabe: sou fascinado pela internet, sinto uma falta tremenda quando passo um único dia sem ter acesso à grande rede mundial de computadores, e passar dois dias seguidos sem ver meus e-mails é quase uma sensação apocalíptica. Uso a rede para quase tudo: atualizar o blog, visitar os blogs dos amigos, ler notícias, ver cotações, controlar de correspondência, ou melhor, receber e proliferar um monte de bobagens, jogos, horóscopo, previsão do tempo, pesquisas…

Em minha opinião, a internet sofreu um grande boom! de popularidade, tudo graças ao surgimento de milhares de Lan Houses oferecendo conexão, que eles chamam de rápida, a preços módicos, aliados ao aparecimento das chamadas redes sociais, como: o Orkut, o Twitter e o Facebook.

Bom, eu tenho contas nos três e, conforme alguns de vocês já devem ter notado, não sou dos usuários mais fiéis a nenhum deles. Para se ter uma ideia, as últimas fotos que eu postei no Orkut são de 2006. Só apareço lá, raramente, para responder a uns poucos recados que recebo, pois a maioria já percebeu que não é a maneira mais eficaz de entrar em contato comigo. Continuar lendo

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Quem não tem gato, não caça

Dias atrás, apareceram uns ratos aqui por casa e, assim que notamos as visitas indesejáveis, resolvemos agir. Da primeira vez, colocamos uma armadilha que se parecia com um papel pega-moscas e funcionou direitinho, pusemos à noite e, na manhã seguinte, ele estava lá grudadinho. O bichinho era pequeno e asqueroso (como 99% deles), entretanto, durante o seu sepultamento, teve até direito a uma homenagem póstuma: ganhou o apelido de “Calunguinha”.

Não deu uma semana e percebemos que o problema persistia. Como em time que ganha não se mexe, compramos outra armadilha igualzinha, e não é que o roedor deu uma de Tom Cruise naquele filme: “Missão Impossível”? Levou o pedaço de pão e não deixou sequer rastros… ah, por duas vezes.

Diante de dois fracassos consecutivos, partimos para a força bruta e compramos uma daquelas ratoeiras de metal, com molas e tudo o mais, idêntica às que a gente vê nos desenhos animados. Sei que pode parecer ridículo de minha parte, mas preciso confessar que a primeira vítima da ratoeira fui eu mesmo quando, tentando entender o mecanismo de funcionamento, acabei acertando meu próprio dedo… e doeu, podem acreditar. Continuar lendo

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Quem for chegando, vai ficando atrás

Como aqueles que acompanham as minhas crônicas devem ter percebido, meus lampejos de nostalgia vão e voltam.Esta semana, tentei resgatar um aparelho de celular que a operadora daqui estava oferecendo para quem fizesse uma recarga no valor de 10 dólares, porém não consegui, quando me deparei com aquele amontoado de gente e tracei mentalmente um gráfico comparativo de valor agregado da premiação versus estimativa de tempo despendido focado no macroambiente (é nisso que dá inventar de fazer os tais dos cursos de “Gestão”), desisti.

Vocês devem estar se perguntando o que isso tem a ver com nostalgia, mas é que, quando eu vi aquele monte de gente se acotovelando, sem nada que pudesse dar a mais vaga ideia de algo que se parecesse com uma fila, lembrei-me dos tempos criança, quando estudava no Colégio da Polícia Militar e, na hora em que chegávamos, formávamos uma coluna com todos cantando: “quem for chegando, vai ficando atrás, pois menino educado é assim que faz…”.

Tem coisa mais irritante do que fila? Chega a dar desânimo olhar pr’aquele mundo de gente na sua frente, e a mínima projeção do tempo que será perdido aguardando a sua vez é simplesmente desesperadora. Continuar lendo

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Mandar é melhor do que…

Como diz aquele ditado: “Mandar é melhor do que…”, ah, não se preocupem, não colocarei um palavrão na minha crônica. Os leitores de mente mais poluída já devem ter conseguido completar a frase, os de pensamentos mais puros, que ficaram sem entender, depois me mandem um e-mail que eu digo a palavra que falta.

Acho que nunca a sabedoria popular foi tão precisa em suas colocações, quero dizer, ainda que haja controvérsias, já que eu, por exemplo, prefiro a ideia que está subentendida nas reticências, a história universal tem nos mostrado que o poder é mesmo inebriante.

Por mais clichê que possa parecer, a única comparação que me vem à cabeça é a de uma criança que ganhou um doce, ela vai fazer de tudo para não largá-lo e, se por acaso alguém vier a tirar-lhe o mimo da boca, pode esperar que vai haver uma choradeira de cortar o coração. Continuar lendo

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