Arquivo do mês: janeiro 2010

Aos Heróis,

Há cerca de dezessete anos, quando eu decidi entrar para a Polícia Militar, meu pai tentou me subornar para que eu não o fizesse. Não queria que eu entrasse para a mesma corporação da qual ele fez parte por 30 anos.

Fingindo ter aceito a proposta, pedi-lhe algum dinheiro adiantado, fui correndo para o banco (na época, Bandepe) e fiz a minha inscrição. Alguns meses mais tarde eu estava me apresentando em Paudalho para iniciar os três anos mais longos da minha vida e que marcavam apenas o início da minha jornada.

O fato de meu pai não querer que eu me tornasse policial militar nada tinha a ver com descrédito na instituição, mas, por ter se dedicado pelo que hoje representa a metade de sua vida, a uma profissão tão nobre e, ao mesmo tempo, inglória, ele não queria o mesmo destino para mim. Só que todos vocês sabem o que é adolescente, né? Eu não estava nem aí para os conselhos dele, segui meu coração, minha vocação e hoje sou policial militar, com muito orgulho. Continuar lendo

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Os impropérios do aranha (Fernando Antônio Gonçalves)

Nas eleições do próximo ano, quando amplos mandatos políticos serão renovados, Aranha se tornará uma excepcional arma. O Dicionário Brasileiro de Insultos, do Altair Aranha, terá uma dupla finalidade nos debates políticos que já estão à vista: a primeira, estontear o adversário por ele ignorar o significado do termo usado; e também por ele não avaliar a gravidade da acusação, se o impropério  for teatralmente brandido.

Por exemplo, imaginemos, num debate, um cidadão dizendo para um parlamentar, dedo em riste e voz de trombada de carro grande: “Vossa Excelência, toda a sociedade já sabe, é um erotófobo!!” O acusado, portador, como a grande maioria, de um limitado vocabular, seguramente  procurará aparentar estar por dentro do assunto, respondendo com argumentos os mais desconjuntados possíveis, possibilitando a continuação da sua fala, a revelar um civismo calibre pinto de pequinês. Continuar lendo

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Quem quer dinheiro?

Infelizmente não deu! Não foi dessa vez que eu virei milionário com o maior prêmio da história da Mega-Sena: 120 milhões de reais. Era tanto dinheiro que eu não tinha ideia do que fazer com ele caso eu fosse o ganhador e, antes que perguntem, é lógico que, mesmo estando do outro lado do mundo, eu dei meu jeito e fiz minha fezinha, ou vocês acham que eu ia perder uma chance dessas?

Como todos vocês, eu pensava em viajar o Mundo, comprar uma mansão ou talvez um castelo, pois me recordo de um que foi vendido este ano, por um certo político e que, de acordo com o valor declarado, estava num precinho até em conta. Fora isso, é lógico que compraria alguns carros de luxo e mais tudo aquilo que me desse na telha, entretanto, em cálculos rápidos e aproximados, penso que ainda sobraria um bom bocado de dinheiro. Continuar lendo

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