Arquivo do mês: novembro 2009

Futebol é pra quem sabe

Eu sei que havia prometido não falar sobre futebol e não tenho dúvidas de que posso gerar polêmica com este texto, mas não consegui cumprir a promessa, pronto! De qualquer forma, espero que os prezados leitores, mesmo aqueles que não apreciam o esporte, leiam até o final, quem sabe não concordam com as argumentações ou, pelo menos, não encontram algum ponto de desacordo para debate?

Sempre gostei de futebol, embora do lado de cá, da torcida, nunca fui bom com a bola nos pés e minhas únicas chances de entrar no time eram: quando a bola era minha, o que não falhava, ou quando só sobrava eu para ser escolhido, entretanto já houve situações em que o capitão do escrete preferiu jogar com um a menos a me ter como reforço. Enfim, ou eu chegava na quadra do prédio com uma bola “dente de leite” (lembram?) debaixo do braço, ou corria o risco de ficar na arquibancada ou, mais vexatório ainda, ser escalado como juiz, afinal, não há nada mais inútil função do que juiz de pelada, acho que nem mesmo a capa do Batman. Continuar lendo

2 Comentários

Arquivado em Crônicas do GUS

E haja feriado!

Hoje eu estava lendo as notícias do Brasil pela internet e uma coisa me intrigou: tava lá escrito que os paulistas se preparavam para o feriadão. Ainda que eu não consiga entender qual a graça em ter três dias livres seguidos e gastar dois deles presos em engarrafamentos, na ida e na volta, para um refúgio qualquer, seja na praia ou no campo, e quando finalmente chegam, nem têm tempo de desarrumar o carro e curtir o lugar, pois já está na hora de voltar, deixei isso de lado (cada louco com sua mania), parei e tentei me lembrar do que se tratava, até com certo desespero, já que nenhuma data conhecida me vinha à cabeça.

Comecei a pensar: “será que eu já estou tão desligado do Brasil assim?”. Com o auxílio do google eu descobri: dia 20 de novembro – dia da consciência negra. Já tinha ouvido falar sobre a sua importância e o que representava, mas não sabia que era feriado, mais um. Continuar lendo

7 Comentários

Arquivado em Crônicas do GUS

Vamos uniformizar a coisa

No início dos anos 80, estudei numa escolinha em Palmares, interior de Pernambuco, chamada Instituto Peter Pan. Não me lembro da professora e tampouco dos colegas de sala, também não faço ideia se o educandário ainda existe, mas recordo, perfeitamente, da fardinha que usávamos, composta de uma bermuda verde musgo e uma camisa de botão xadrez em verde claro e branco.

De lá pra cá eu estudei em vários locais diferentes, passando da educação infantil até o ensino superior, seja na Academia de Polícia Militar ou na faculdade, e uma coisa sempre me acompanhou: a existência e obrigação de usar fardamento. Se bem que, na universidade não era exigido, entretanto, como eu já era policial, devido aos meus horários, acabava sempre saindo do quartel e indo direto, de farda mesmo… Continuar lendo

10 Comentários

Arquivado em Crônicas do GUS

WW o quê mesmo?

internetQue a internet é uma das maiores invenções da humanidade eu acho que ninguém discorda. Criada com fins militares e estrategistas, na década de 70, como forma de proteger o fluxo de informações durante a Guerra Fria, a grande rede foi crescendo e se popularizando. Primeiro alcançou os meios acadêmicos e de pesquisas, depois o comércio em larga escala e, por volta de 1990, foi disseminada para a população em geral.

Sou usuário (para não dizer: viciado) da internet desde os tempos das chamadas BBS (Bulletin Board System), que era nada mais que uma tela toda preta, cheia de letras coloridas, onde se podia conversar e trocar arquivos com quem mais estivesse online. Embora alguns de vocês possam não fazer ideia do que eu estou falando, muitos devem se lembrar perfeitamente. Continuar lendo

8 Comentários

Arquivado em Crônicas do GUS

Vai uma auto-ajudinha aí?

Hoje, abri a carteira e não tinha um único centavo. Não foi a primeira vez em que isso me aconteceu, e é provável que já tenha ocorrido com algum de vocês também. Talvez motivado pelas notícias da crise mundial, as oscilações das bolsas e a grande desvalorização do dólar em relação ao real, me veio à cabeça aquela velha e mentirosa máxima (perdoem-me aqueles que concordam com ela): “o dinheiro não traz felicidade”.

Não sei se já se aperceberam disso, entretanto os grandes defensores e disseminadores de tamanha lorota são, exatamente, os que já estão tão cheios de recursos monetários, que quanto maior lhes é a fortuna, mais trabalho eles têm para contá-la e decidir como gastá-la, e isso pode parecer algo penoso e desagradável. Queria vê-los convencerem alguém, que não tem nada do que eles têm, a lhes dar razão. Continuar lendo

2 Comentários

Arquivado em Crônicas do GUS