Como agir em caso de guerra

Para quem não recorda, a Primeira Guerra Mundial teve início com o assassinato do herdeiro ao trono austro-húngaro, o Arquiduque Francisco Ferdinand (que deu o nome à banda “Franz Ferdinand”), enquanto visitava uma região que era disputada entre a Áustria e a Sérvia. Já a Segunda Grande Guerra, teve como estopim a invasão da Polônia pela Alemanha, que dava continuidade à sua expansão territorial, liderada por Hitler.

Todos os conflitos têm alguma motivação inicial bem definida, que deve ser alvo de estudos futuros, de modo a que não tornem a acontecer (a razão de ser do estudo de História), pena que essa lógica não funcione nos conflitos domésticos.

Muitas vezes (na realidade, em quase todas), nós homens, somos surpreendidos por um bombardeio avassalador e fulminante, bem no estilo dos Blitzkriegs (ataques-relâmpago) usados por Hitler. Nem temos tempo para argumentar (ou mesmo tomar pé da situação), quanto mais para nos defender corretamente.

Os motivos? Considerando a capacidade de memória das mulheres, para fatos e informações que possam ser usados como início de uma discussão (poderiam usar esse mesmo “dom” para lembrar os números do CPF, da conta do banco e, principalmente, as senhas…), podem ir desde aquela vez, no verão de 1995, quando você saiu para beber com os amigos e não passou na casa dela, na volta (imagine a cena: 3h00 da manhã e o cara lá, bêbado, batendo na porta – “ô amor, acorda aí!”), até o dia em que você não notou que ela mudou o tom da tintura de cabelo de “Ruivo Extra Claro” para “Ruivo Ultra Claro” (confesso que nem no encarte eu consegui perceber ainda…), e ela vem com essa: “Passei horas no salão, me embelezando pra você e você nem notou!” (nesses casos, aconselho levantar logo a bandeira branca e se render, senão ela pode querer procurar alguém que “note” a diferença).

Briga de CasalQuanto mais tentamos nos defender, mais ferozes ficam os argumentos. Não tem escapatória, somos um alvo de destruição tão caçado quanto o “Eixo do Mal”, ou o próprio “Osama Bin Laden”. Tudo que já fizemos ou dissemos (mesmo as boas ações) poderão e serão usadas contra nós.

Uma vez, aconteceu comigo, estávamos na praia e minha, então, namorada me perguntou: “Eu estou muito magra?” (pior de tudo foi eu não ter notado o sinal claro: mulher pergunta se está magra???). Respondi que não, ela insistiu na pergunta e eu mantive a minha resposta, até que, depois de tanto ela repetir o mesmo questionamento, eu falei: “Bom, você não está mais com o corpo de quando nos conhecemos…”, pronto, nem consegui terminar a frase, o tempo fechou e eu ouvi aquele clichê: “Se você não quer, eu acho quem me queira assim mesmo”.

Esse tipo de situação é mais do que suficiente para causar um transtorno de proporções monumentais. Foi necessário todo o restante do verão, algumas dúzias de flores e caixas de chocolate (ainda bem que ela não entendeu como sendo uma insinuação em relação a engordar/emagrecer) e muita, mas muita paciência para que a situação se estabilizasse.

Por isso meus amigos, eu deixo o alerta: estejam sempre atentos aos mínimos sinais de instabilidade (TPM e outros até menos sensíveis). Com o tempo eles vão se agigantando igual a uma bola de neve e aí, uma simples cerveja que você colocou na mesa de centro para assistir ao jogo, sem aquele negocinho de plástico (como é o nome daquilo mesmo?) que fica embaixo dos copos, para não molhar, e está montado o cenário da Terceira Guerra Mundial.

O real motivo das brigas, nem os maiores estudiosos da humanidade irão descobrir. O certo é que, uma vez instalado o problema, aja como você fez quando queria conquistá-la, use todos os artifícios (vai ver que essa era isso que ela queria), e nunca contra-argumente, por mais que você esteja certo, ela vai sempre dizer que está com a razão. Daí, é só esperar a poeira baixar e aguardar o reestabelecimento da paz (e a “assinatura do tratado” é um evento, geralmente, muito interessante…).

Agora, se você acha que possui poderio bélico e que vale a pena empregá-lo em contra-partida, vá em frente! Só, depois, não diga que eu não avisei!

Do Timor, com carinho

Gus

Díli, 04/07/09

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6 Comentários

Arquivado em Crônicas do GUS

6 Respostas para “Como agir em caso de guerra

  1. Alex Pataxo

    Porque será que eu concordo com voceê sobre que escreveu

  2. Augusto Vilaça

    Vai ver que é porque esse tipo de situação acontece com todos os casais, a diferença é só o endereço.
    Obrigado pela visita e não deixe de aparecer. Novos posts todas as segundas e quintas-feiras.

    Do Timor, com carinho

  3. caio

    Resolvo dando palmadas quinzenais……quando que botar as asas de fora, viram semanais e ate diárias, não tenho estes problemas….rsrsrsrsrsrsrsrsrs, abaça rsrsrsrsrs!!!!!!!! E ainda é prima do Gus, imagina, e filha de seu Cori…..tu funhenhado!

    • Augusto Vilaça

      ahahahahaha, tá bom, primo! Sei que tu és perigoso, mas a jana tem “sangue nos óio”, experimenta pra tu veres.
      Valeu o prestígio de visitar meu Blog, isso ajuda na minha campanha: FLIP 2010 (e só vale se minha palestra for aberta pelo Mário Prata…)
      Apareça sempre e divulgue para os amigos.

      Do Timor, com carinho

  4. Cristiane Souza

    Ahh, sem dúvida a explicação é a fomosa e perseguidora TPM, rsrs da um desconto, o bom é que passa… toda mulher adora um chamego que as vezes vcs homens demoram a se tocar que precisamos, não somos mais sensiveis do q os homens, nós apenas demonstramos mais, nos expomos mais.. rsrs e por isso nos machucamos mais facilmente…
    Mas falando sério, falando sobre guerra civil e de nações… vc não acha que estamos em uma guerra frio? Esquentando gradativamente?

    • Augusto Vilaça

      Cara amiga, com um pouco de observação e análises históricas, é possível evitar o pior, ehehehe. Como disse o Sun Tzu: “Conhece-te e ao teu inimigo”. Mas, se não fosse assim, a vida não teria graça.
      Quanto ao que você falou de guerras, concordo, o mundo anda dando mostras de que há algo estranho no ar. Onde estou trabalhando mesmo, no Timor Leste, o clima atual é de incerteza. Estamos nos precavendo para evitar mais uma cena de estupidez humana.
      Obrigado pela visita, e volte sempre.
      De Bali (de folga), com carinho

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