Arquivo do mês: julho 2009

Momentos de nostalgia

Para quem não conhece, esse é o Mandiopan

Para quem não conhece, esse é o Mandiopan

Semana passada, num dos restaurantes que almoçamos em Bali, sabe o que tinha no buffet? Mandiopan! Muitos de vocês devem estar se perguntando: “mas o que diabos é isso?”. Bom, para os que não viveram os tempos áureos do delicioso (e altamente engordurado) quitute, mandiopan é um salgadinho frito, feito à base de mandioca, e que era muito apreciado na época da minha infância (1980’s). Bom, além de matar as saudades daqueles anos (e daquela bomba de óleo, mas que ninguém se preocupava com isso, na época…), o acepipe serviu como pontapé para uma discussão sobre ícones do passado que ainda residem em nossas memórias.

Eu e mais quatro amigos começamos pegando leve: “quem se lembra do ‘pirocóptero’?”, lógico que todos recordavam e ainda sabiam que se o friccionássemos com as palmas das mãos em posições opostas (era uma com o polegar para cima e a outra com o polegar para baixo), o impulso seria maior e o vôo bem mais alto. Continuar lendo

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Um reino de faz-de-conta

Era uma vez um reino que se instalou num planalto bem no centro de um apanhado de terras muito bonitas e cheias de riquezas. Desse lugar, as pessoas que lá chegaram, decidiram que deveriam governar e ser senhores de tudo e a coisa desandou de vez.

Como todo reino, os monarcas e demais nobres são escolhidos pela voz de Deus (que, segundo a sabedoria popular, é a voz do povo) e perpetuados pelos laços de hereditariedade.

Para cair no gosto de Deus, ou melhor, do povo, eles prometem das profundezas da Terra, de onde creio que boa partes deles saiu, até o último andar do firmamento, o lugar que todos eles juram que merecem. Mas é uma verdadeira pena que, entre o dizer e o fazer, exista uma distância tão grande quanto a que separa o inferno do céu. Continuar lendo

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Perdoem-me, eu caí em tentação…

Quando a gente está longe de casa e da família, por um período muito longo, começamos a nos deparar com certas necessidades que, ao passar do tempo, quando não são supridas, acabam fazendo com que nos sintamos atraídos por algo para o que sequer olharíamos anteriormente, mas que se transfiguram em tentações às quais acabamos por sucumbir. E assim se passou comigo…

Depois de alguns meses longe, numa das vezes em que fazia o percurso do hotel para o trabalho, de dentro do carro, de relance, eu a vi. Não sei o que se passou comigo, mas não consegui tirá-la da cabeça, desde aquele momento. Como ainda me sobrava algum tempo antes de iniciar o meu turno diário, fiz o contorno com o carro, esperançoso de, ao menos, vê-la mais uma vez, mas ela não estava mais lá. Bastante decepcionado, segui para o escritório e imagem dela preencheu meus pensamentos durante todo o dia. Continuar lendo

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Olha eu em Bali!

O maior dos Templos em Bali

O maior dos Templos em Bali

Olha eu aqui, em Bali! Sinceramente, se tinha um lugar em que nunca me passou pela cabeça estar, esse lugar era Bali, mas graças à missão que estou cumprindo pela ONU no Timor Leste (e à incomparável diferença de preços entre uma passagem para cá e uma para o Brasil), aqui estou.

Depois de 66 dias de trabalho seguidos e sem uma única folga (e eu reclamava do Brasil…), finalmente pudemos descansar um pouco. Não há como negar que a primeira opção seria ir em casa, mas o preço das passagens, aliado ao fato de que eu gastaria 5 dias só em viagem (2 para ir e 3 para voltar, devido aos fusos horários), fizeram-me (na realidade, forçaram-me) a mudar de idéia e, junto com mais quatro compatriotas, decidimos conhecer essa famosa ilha da Indonésia. Continuar lendo

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Qual é a sua mania?

É, gente, não há como negar, cada doido tem sua mania. Já vi muita coisa, só não afirmo que já vi de tudo porque, como quero viver por muitos anos ainda (no mínimo, mais uns 100, minha esposa que me aguente…), sei que irei me deparar com um sem número de estranhezas e maluquices pelo caminho.

Existem pessoas com mania de limpeza e arrumação (não é o meu caso), daquelas que, se você sentou no sofá e tirou um dos lados da sandália, ela já está lá, tirando a outra do seu pé e guardando o par, do jeitinho que tem que ser. Continuar lendo

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Férias

Depois de 2 meses seguidos de trabalho na Missão, tive minha primeira folga. Estou em Bali e só volto ao Timor no dia 20/07/09.
Aqui em Bali eu estou vivenciando os mesmos problemas de acesso à internet. Sendo assim, provavelmente, novas crônicas só na minha volta.
Conto com a paciência de todos, e aproveitem o tempo para por em dia a leitura das crônicas atrasadas.

De Bali, com carinho

Augusto Vilaça

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O crime não compensa…

Tenho muito orgulho das minhas amizades. A maioria delas remonta aos meus tempos de adolescência. Uns ainda continuam próximos, outros nem tanto, mas nunca realmente nos desligamos e sei que, sempre que for preciso (ou que pudermos), estamos prontos a nos ajudar, ou mesmo para arranjar motivo para uma boa farra “pelos velhos tempos”.

Daquela época, uma história ficou marcada em minha memória, e creio que na de todos os coautores na aventura. Pois bem, todo adolescente tem aquela ânsia por dirigir carros (minha mãe chamava isso de “faniquito”), em especial pela sensação do proibido, e nós não éramos diferentes. Continuar lendo

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