Arquivo do mês: junho 2009

A estupidez humana

Não obstante o fato de que o ser humano é dotado de polegar opositor e raciocínio lógico, de modo a diferenciá-lo dos demais animais, muitas vezes ele se esquece disso e faz coisas tremendamente estúpidas e, na maioria das vezes, difíceis de acreditar.

Outro dia eu vi uma reportagem sobre uma garota belga que teve 56 estrelas tatuadas no rosto, e disse que a culpa era do tatuador que “se aproveitou de que ela havia pegado no sono”, tá bom, só se ela entrou em coma. Tatuagem dói, e muito, especialmente em uma região sensível como o rosto. A não ser que ela tivesse o sono igual ao da Bela Adormecida, com certeza estaria desperta da primeira à última agulhada. Continuar lendo

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E se não fosse ele, como seria?

Eu bem que tentei evitar, mas o único canal de notícias inteligível que conseguimos sintonizar por aqui, não me dá sossego. Segundo meus cálculos, já vamos com quase 120 horas direto de programação funérea dedicada ao Michael Jackson. Nem a coitada da Farrah Fawcett, que morreu no mesmo dia, teve mais do que cinco minutos dentro dessa verdadeira epopéia jornalística. Até a vitória do Brasil em cima dos Estados Unidos, na final da Copa das Confederações, que também seria motivo de pesar para os jornalistas da CNN, foi, sequer, mencionada.

Já se falou de tudo, desde conjecturas sobre como seu deu a sua morte, passando pela sua transformação corporal, as acusações de pedofilia, os problemas de guarda dos filhos, e chegando às demonstrações de “fãs” espalhados pelo mundo. Continuar lendo

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Eu sei que um dia acaba, mas não tenho a mínima pressa

Essa semana, o mundo se comoveu com a morte do Michael Jackson, foram demonstrações de sentimento em toda parte, até mesmo nos países em que as músicas dele nem era conhecidas. Muitos depoimentos sobre o astro do pop, tanto os elogiosos, ressaltando o marco que ele foi para a música internacional, quanto os nem tão agradáveis assim, a exemplo dos comentários sobre sua estranha aproximação com garotos (e que ele morreu e ninguém comprovou nada, em verdade) e sobre o que ele fez com a própria aparência.

A CNN, canal de notícias que costumo assistir por aqui (já que não dá para sintonizar coisas melhores elaboradas como os programas do Datena ou do Cardinot), já está enchendo o saco. São vinte e quatro horas por dia com um único assunto: “a morte do ídolo do pop”. Lembrando um ditado do meu nordeste querido, isso “tá igual à cantiga de grilo*, é emendando uma na outra, sem parar”. Continuar lendo

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Macho é macho, e ponto final

Macho se barabeandoDepois de falar sobre algumas particularidades do universo feminino e ser devidamente notificado (via e-mail), de que fui considerado culpado, à revelia, e sentenciado a cumprir um período de 2 meses inteiros dormindo no Sofá, quando voltasse ao Brasil (embora meu advogado tenha garantido que, daqui pra lá, a pena estaria prescrita), resolvi mudar de foco e discorrer sobre o Mundo dos Homens.

Desde os primórdios que o Homem, enquanto pessoa do sexo masculino, foi reconhecido como um animal forte, astuto, perspicaz. Capaz de suportar as agruras e os perigos da caçada e das florestas pré-históricas com seus dinossauros e tudo o mais (e não me venham aqui com conjecturas e teorias da conspiração de que dinossauros e humanos não coexistiram! Eu já vi isso num filme e sei que é verdade!), para trazer o alimento para casa. Continuar lendo

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Bolsa de mulher, um universo desconhecido

Um dia desses, ou melhor, já faz tanto tempo que o certo seria dizer: um dia daqueles, estava passeando com minha esposa pelo Shopping, ela me pediu para carregar a bolsa dela um pouco. Eu como bom cavalheiro que sou, embora não tenha mesmo escutado o pedido nas 15 primeiras vezes, resolvi atender.

Peguei a bolsa e fui colocar a tiracolo, quase desloco meu ombro. Aquilo pesava demais. Sem querer parecer indelicado, ou fracote (um homem nunca deixa isso transparecer diante de uma mulher), e tampouco estava desejoso de ouvir aquele carinhoso: “Não quer carregar, me dê. Não serve pra ajudar ninguém mesmo…”, continuei naquela tarefa, que parecia mais um dos trabalhos do Hércules, até que paramos para almoçar e eu pude encostar aquilo de lado um pouco e, muito discretamente, iniciei uma sessão de alongamentos que aprendi nas primeiras aulas de Educação Física Militar (Ginástica Calistênica, depois procurem no professor Google, e vejam como é atual). Continuar lendo

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A MPB não é mais aquela

mpbJá estou começando a ficar envergonhado. Os portugueses daqui, conhecem mais de Música Popular Brasileira do que eu (embora eu saiba muito mais piadas de portugueses do que eles…). Cantam (quase sem sotaque) as músicas do Chico Buarque, do João Gilberto, da Elis Regina e do Tom Jobim. Eu, quando muito, acompanho o refrão (baixinho, pra ninguém notar se eu errar uma palavra).

Outro dia, falávamos de Zeppelin, e não é que um dos gajos começou a cantar uma música que falava de um dirigível? Eu fiquei caladinho, com aquela cara de quem sabe exatamente do que se trata, mas não fazia idéia de que música fosse, até que ele chegou ao refrão: “Joga pedra na Geni…”. A partir daí, eu entrei no côro. Continuar lendo

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Adulto diz cada uma…

Existem muitos textos sob o tema: “Criança diz cada uma…”. Um dos meus ídolos literários mesmo, o Mário Prata, já escreveu sobre isso mais de uma vez. E não foi só ele a discorrer sobre o assunto.

Eu vou tentar revolucionar, ao invés de tratar de crianças, pois sei que é natural falarem o que lhes vem à cabeça, sem medo de críticas ou de estarem quebrando alguma convenção social (até mesmo porque ainda nem sabem o que é isso). Vou falar sobre adultos e algumas situações pitorescas que eu presenciei ou que me relataram. Continuar lendo

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